Voltei

Em meados de Fevereiro, tornei o blog privado. Desde aí que muitas coisas aconteceram.
Tive e tenho saudades de escrever aqui. A minha vida não anda fácil. A falta de tempo e as prioridades foi o que me levou a tornar o blog privado. Por quase 3 meses. 
Preciso de falar, e aqui vem fúria. Porque é que as pessoas não prestam? Apanho com cada uma. Eu sou trabalhadora, esforço-me, estou num sítio para aprender, passo a vida enfiada em casa a estudar e a fazer trabalhos, e depois levo com críticas de quem pouco ou nada fez por um trabalho de grupo. F***-se para isto! Odeio que gozem com a minha cara! Não querem trabalhar, andam a laurear a pevide e a passear na boa vida, enquanto eu que tenho mais responsabilidades, uma casa para gerir, contas para pagar, coisas adultas, faço praticamente tudo sozinha. Trabalhos de grupo não são para mim. Por muitas razões:
- As pessoas não sabem trabalhar;
- Não querem fazer nada e ainda criticam o que eu faço;
- O que fazem está uma confusão e uma valente m**** de um ponto de vista profissional;
- Eu não sou mãe de ninguém para as mandar trabalhar;
- Tenho mais em que pensar, tenho responsabilidades, e sou organizada, logo se eu quero coordenar-me estou a "pressionar";
- Tenho de gerir muito bem o meu tempo, não tenho propriamente ninguém para me fazer tudinho;
- Ah esqueci-me de outra, humildade nessas pessoas não há um pingo;
- O que "fazem" têm de armar-se em boas e "considerar" que está muito bom (só que não);
- Não tenho paciência para pessoas mimadinhas, e que não têm nenhuma noção da realidade da vida;
- Sou uma pessoa responsável, e sempre que tive trabalhos de grupo, era eu que fazia as coisas;
- Quando uma pessoa está a trabalhar num sítio, tem que saber trabalhar em grupo, e já apanhei boas colegas como más (em termos profissionais), a diferença é que com quem sabe trabalhar e é bom profissional, trabalhar com pessoas assim é óptimo (e infelizmente cada vez mais raro hoje em dia);
- As pessoas são manipuladoras e acham que são melhores que as outras metem-me nojo;
- Outra coisa, pessoas que são burras e "tentam" mandar no que eu vou fazer, hahahahahahaha not gonna happen.

Puff, acho que já descarreguei a minha raiva. Ter de lidar com gentinha assim é do pior. Preciso de respirar fundo, e de me controlar muito para não as mandar para um sítio.
Acho que saiu um livro que tem uma frase do género na publicidade "o mar pode parecer calmo, mas nunca sabemos o que há no fundo". Eu posso parecer calma, raramente me exalto, mas não admito que gozem com a minha cara. Ai isso é que não!
Eu sei a pessoa que sou, esforço-me para isso, não admito que andem a criticar o meu trabalho quando fui eu que passei noites até tarde a fazê-lo! Não quando durmo menos de 6h por noite, pois estou a estudar com um objectivo, acabar o curso nos 3 anos, não ando lá a brincar às praxes nem essas cenas, tenho mais que fazer na vida. As pessoas não sabem o que custa a vida. É injusto eu passar dias a estudar e alguém ter uma melhor nota que eu porque usou cábulas. Mas eu prefiro assim, prefiro chegar ao fim do curso e saber fazer as coisas, depois quando arranjar trabalho desenrasco-me, porque eu sou assim mesmo. Tenho orgulho na pessoa que sou. 
Apesar de tudo o que passei, de me tentarem passar por cima e de lidar com estas cenas desde sempre, eu não vou mudar. Tenho que me proteger sempre. Senão lixo-me. 
No ano passado foi um bocado "sem saber ao que vinha" mas agora estou focada. É isto que eu quero. Não admito que me tentem pisar. A vida é uma aprendizagem. E voltar a estudar anda a ensinar-me muito. E também a ter mais auto-estima e confiança em mim, porque eu sou o que sou hoje porque trabalhei por isso. Não porque tive cunhas. Pelo meu trabalho. E vai ser isso que se vai reflectir daqui a uns anos. 
Sim eu penso no futuro. Tenho cérebro, logo penso nisso. Penso que há dois anos atrás estava quase em esgotamento num trabalho em que me tratavam mal, e recebia uma miséria, e decidi mudar a minha vida por isso mesmo. Porque quero mais. Eu sou capaz disso. E não tenho vergonha nenhuma de dizer que foi graças ao marido que tenho ao lado que consegui ver a Mulher que sou. Tenho força. Há alturas melhores que outras, é verdade. Mas se há uma coisa que tenho vindo a aprender, é que perder tempo com quem não acrescente nada de bom na nossa vida é um desperdício. E enervar-me por falta de "tempo" e estar à espera que os outros trabalhem não é para mim. Sempre fui assim.
Raramente espero algo dos outros. Se eu quero algo faço-o eu. Não sei fazer? Aprendo. É difícil? É, mas não é impossível. Há algum drama? Não. Quero atingir um objectivo, esforço-me por ele. 
Não sou egoísta, já cortei laços com pessoas porque elas tinham inveja de mim e queriam "ficar por cima". E eu noto isso. Não sou convencida. Pelo contrário. Tenho defeitos e qualidades como todas as pessoas. A diferença aqui é a humildade. Poucas pessoas são humildes. Pensam em futilidades e falam das pessoas como se fossem "inferiores" a elas. E isso é tão triste. É mesmo.
Já alguma vez pensaram no que a maior parte das pessoas fizeram ou o quanto se esforçaram para ter um nível de vida melhor? Não. Dou um exemplo, o meu Homem tirou a licenciatura e mestrado a trabalhar ao mesmo tempo. Foi fácil? Claro que não. Nem sei como é que ele conseguiu, eu admito que não sei se era capaz. Ainda o chamavam maluco por estar a fazer isso, por querer mais. Qual é a diferença dessas pessoas para o meu marido? É que ele quis uma coisa, lutou e conseguiu por mérito próprio. As pessoas invejam porque não conseguem atingir mais que isso, "contentam-se" e queixam-se mas não fazem nenhum esforço para mudar. É essa a diferença. 
Tal como a "ai vão viajar? têm dinheiro etc..." É assim, aqui não há vícios, não há tabaco nem drogas, e muito raramente jantar fora. Poupamos no que podemos. Eu em 15 minutos vejo o que é preciso para casa do que há nas promoções e faço uma lista. Organização. Uma pessoa vai para fora há logo comentários. E o mais ridículo é que nos imitam. Já fizeram isso muitas vezes, até se torna um padrão. Por exemplo em Fevereiro fomos viajar, e desde aí que várias pessoas que conhecemos foram para o mesmo sítio. E isso já aconteceu bastantes vezes, não é mania da perseguição nem nada do género. Mas é engraçado, as pessoas não têm originalidade, e não conseguem ter uma relação ou um casamento como o nosso, isto não é algo que se ganhe na lotaria, é algo que se constrói. Com confiança, não há discussões, há conversas, trocas de opinião, apoio, amor. Quando o conheci senti logo algo diferente, senti tranquilidade, e isso nunca me tinha acontecido. Mas é engraçado olhar para trás e pensar no início da nossa história. Ter amor e tranquilidade na minha vida é maravilhoso. Alguém que está comigo para o que for, que me ouve, que me desafia, que me torna melhor, e que sabe que sou capaz de mais, e isso não há palavras que cheguem. Felicidade é estar no sofá a ver alguma coisa na tv, agarrada a ele, é conforto, é tudo. Respirar fundo e ganhar ânimo para lidar com as coisas que nos aborrecem. É um bocadinho de tudo. Perdão para o início deste testamento, isto já andava aqui dentro há muito tempo, agora sinto-me melhor, não tão explosiva e irritadiça, mais calma, é preciso ter muita calma. :)    

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